Hoje liguei para um consultório em busca de atendimento psicológico para Camila, no que fui atendida:

(eu) – Eu gostaria de marcar uma consulta com a Dra “Filomena”

(ela) – Sou eu mesma, como a sra chegou até mim?

E blá blá blá….

(ela) – A sra precisa saber do seu plano a quantas sessões tem direito.

(eu) – Veja bem o plano aceitou minha filha já doença pré existente.

(ela) – Tudo bem.

(ela) – Como ela vive?

(eu) – Ela estuda, fala tudo, é inteligente, mas tem umas crises nervosas, onde médicos não vêem nenhum problema neurológico, seria emocional mesmo.

(ela) – Ela se locomove sozinha?

(eu) – Sim, guia na cadeira de rodas.

(ela) – Ah, ela é cadeirante?

(eu) – Sim!

(ela) – Então não vai dar, não temos estrutura pra isso, as nossas portas são pequenas.

(eu) – Como assim? A sra está me dizendo que não aceita uma cadeirante aí?

(ela) – Não é isso sra, é uma questão pratica apenas.

(eu) – É um absurdo, uma clínica não ter uma estrutura, para receber cadeirantes!

(ela) – Aqui não é uma clínica, é apenas um consultório, não tenho nem atendente.

(eu) – Sim…?

(eu) – E a lei da acessibilidade, a inclusão, fica onde?

(ela) – Sra, entenda é uma questão do local mesmo, entreguei meu consultório para a decoradora e pronto!

(eu) – Mas a decoradora sabia que se tratava de um consultório e a sra deveria orientá-la.

(ela) – Posso te passar uns telefones de umas colegas que tem mais estrutura…

(eu) – Obrigada!

Queria gritar, xingá-la, mas onde estava não permitia.

Ainda que errado, ela inventasse qualquer desculpas. E ainda foi a própria profissional e na área de saúde.. Não estaria ela no lugar errado?

Alguns trechos, que achei na Internet falando sobre acessibilidade e inclusão social.

* barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento, a circulação com segurança e a possibilidade de as pessoas se comunicarem ou terem acesso à informação, classificadas em:

* barreiras nas edificações: as existentes no entorno e interior das edificações de uso público e coletivo e no entorno e nas áreas internas de uso comum nas edificações de uso privado multifamiliar;

* As entidades de fiscalização profissional das atividades de Engenharia, Arquitetura e correlatas, ao anotarem a responsabilidade técnica dos projetos, exigirão a responsabilidade profissional declarada do atendimento às regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT, na legislação específica e neste Decreto. § 2o Para a aprovação ou licenciamento ou emissão de certificado de conclusão de projeto arquitetônico ou urbanístico deverá ser atestado o atendimento às regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT, na legislação específica e neste Decreto.

Leia mais: aqui e aqui


  
22 Responses to “Indignada!”
  1. Raphaela says:

    Realmente é um absurdo!!!!!
    As atitudes devidas devem ser tomadas para que este consultório e os demais que encontram-se sem a devida estrutura sejam penalizados e restruturem seus estabalecimentos para atender a todos que precisem de seus serviço!
    É realmente vergonhoso vermos esse tipo de coisa acontecendo!
    Temos que ir atrás de nosso direito!

  2. celia says:

    Ola,
    realmente isso é um absurdo e não pode ser aceito de jeito nenhum, como pode um consultorio de psicologia não ser adptado para cadeirantes, é inaceitavél, temos q meter a boca no tranbone mesmo.
    bjs

  3. Vivian says:

    Um absurdo mesmo! Ela deveria no mínimo ter se oferecido para fazer as sessões em domicílio, não é verdade?
    Mas isso foi um bom sinal… Sinal de que essa profissional não está à altura de atender a sua filha, que precisa e merece estar sob os cuidados de uma profissional mais humana, competente e atenciosa. E vc vai encontrar logo essa profissional que conseguirá resolver o caso da sua filha, vc vai ver!
    Beijos!

  4. Débora Almeida says:

    Olá minhas queridas!

    1º lugar: acharia melhor chamá-la de IMPOSTORA e não de DOUTORA, atrás dela tem um monte querendo ganhar dinheiro às custas do sofrimento alheio. Portanto, não se indigne não, num consultório qualquer que seja deve haver uma recepção, nem isso ela tem, onde a mesma faz o serviço.
    2º lugar: perguntar como você conseguiu chegar até ela, pelo amor de Deus, cadê a ética profissional dela? E o que é que a decoradora tem a ver com isso, já que a clínica é dela. Sabe Aline, foi melhor assim quem sabe essa PSICOPATA não iria provocar mais confusões nas suas cabeçinhas?
    E finalmente, quanto a acessibilidade sem dúvida tem que ser obrigatório, seja ele em qualquer lugar de atendimento ao público e se não tiver dá-se um jeito, menos excluir alguém por esse motivo por que a necessidade de procura é a mesma que de qualquer pessoa que vá até lá.

    Um abraço pra vc e pra Camilinha
    DEUS ESTÁ COM VOCES EM TODO MOMENTO!

  5. Soraia says:

    Infelizmente, no anon de 2008, seres humanos ainda passam por situações desagradáveis de discriminação como essa. Ressalto 2008, porque muito se ouve falar sobre inclusão social.
    Mas que inclusão social é essa?
    É aquela que pode se utilizar do discurso:
    - Entreguei para a decoradora e pronto?
    - Não estou preparado para receber pessoas com esse tipo de dificuldade.
    É uma pena! Porque eu ainda tenho a esperança de que Inclusão Social seja a oportunidade de trazer o indivíduo que é excluído socialmente por qualquer que seja o motivo, para uma sociedade que participe em todas as situações (o econômico, o cultural, o político, o religioso e todos os demais, além do ambiental) de uma vida digna, respaldada pela Declaração dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal.
    Muitas pessoas não compreendem a importância da inclusão.
    Por que será?
    Por que é difícil?
    Por que não dispõe de recursos?
    Ou por que nós, os seres humanos, formamos uma sociedade egoísta que enxerga apenas o seu próprio umbigo?
    Vejo este último questionamento como uma verdade. Verdade de uma sociedade que enxerga somente aquilo que deseja.
    O relato dessa mãe indignada é apenas mais um?
    Crei que NÃO!
    É um relato que favorece a nossa indignação e DESEJO de mudarmos essa realidade, através de atitudes afirmativas de sociabilidade, respeito e cidadania. Precisamos internalizar que a responsabilidade social nos compete.

    Soraia Sousa

  6. Lu & Manu says:

    Certos consultórios realmente não têm recepção, até mesmo pra preservar um pouco a privacidade de seus pacientes. Imagine num psicólogo ou psiquiatra, os pacientes discutindo os seus problemas antes de entrar na sala para a sessão.
    Mas o que me pareceu foi que ela buscava desculpa para não atender a Camila. Primeiro porque ela perguntou pelo plano, a quantas sessões Camila teria direito. Depois, amiga, será que realmente não daria pra carregar Camila até a sala dela, desmontava a cadeira e depois recolocava a Camila na cadeira, uma vez já dentro do consultório? Ela colocou a situação como irreversível, e, convenhamos, não é!
    Deve haver algum conselho regional onde você pode, POR ESCRITO, expor a sua indignação, bem como a atitude, além de pouco ética, nem um pouco solidária dessa pessoa.
    Antes ela tivesse dito que não tinha competência para cuidar de Camila, em vez de colocar a culpa na decoradora… :-(

  7. Pérolla says:

    Gente, que absurdo!
    Como é que pode um consultório nao estar preparado para receber cadeirantes!? Isso eh realmente inaceitavel!!!!
    Mais olhe pelo lado bom Aline, pelo menos ela mostrou logo que ela nao é uma boa profissional e logo vcs vao conseguir encontrar uma a altura de Camila!

    bjus para as crianças e pra vc.
    (Amamos vcs)

  8. André Luna says:

    Realmente algo para se pensar. Verdadeiramente lamentável que uma pessoa que se propôs a trabalhar com indivíduos tenha esquecido que é imprescindível considerar as diferenças individuais. Concordo quando se diz que é um “absurdo” a falta de acesso a muitos lugares por cadeirantes, mas acho IGUAL absurdo o recorte que é feito numa cunjuntura social muito mais complexa. O que quero dizer com isso? Bem, é óbvio que, enquanto uma profissional de saúde – ou profissional de qualquer outra coisa – essa criatura devesse favorecer o acesso de pessoas de qualquer qualidade aos serviços prestados por ela. Mas me espanta a forma como essa profissional foi atacada, não que ela não merecesse. Entretanto, não se pode falar em problemas de inclusão social em UM consultório em específico. Não conheço o ambiente de trabalho dessa profissional mas, se for num prédio comercial, por exemplo, a largura das portas não é culpa dela nem teve sua ajuda no projeto. Então, quando nos dispormos a pensar que esta situação toda é um absurdo, que nos disponhamos também a atacar os contrutores de prédios públicos, os arquitetos de estabelecimentos, inclusive daqueles nos quais as pessoas acima trabalham ou frenquentam. E, trazendo o questão para âmbitos mais intimistas, as casas de cada uma dessas pessoas é projetada para um cadeirante? Será que quando forem visitadas por um cadeirante terão que sair arrastando os móveis e causando grande transtorno para quem está numa cadeira de rodas e vê como o ambiente é inadequado para seu pleno desenvolvimento e trânsito?

    É sempre mais fácil avaliar o óbvio. Mas vale o esforço de pensar um pouco mais…

    Beijos Camila! Sua existência faz uma grande diferença, sobretudo pela formas como as pessoas em volta de você manejam suas contigências e lutam por elas.

    Grande Abraço.

    André Luna

  9. André Luna says:

    Só mais uma coisa, Aline: parabéns por não divulgar o nome da profissional. Você evitou grande trastorno com isso, sobretudo porque tomados pela paixão, as pessoas costumam ficar cegas a exames mais apurados da realidade que as cerca. Digo isso porque não concordo que essa pessoa para quem você ligou seja uma profissional péssima, ou desqualificada, APENAS pelo incidente da cadeira de rodas – lógico que não foi um acontecimento qualquer, talvez fosse até melhor substituir “incidente” por “fatalidade”. Foi infeliz a colocação dela mas, se vamos considerar individualidades, temos também que pensar que por motivos outros essa profissional pode não ter conseguido estar num consultório mais adequado. Sugiro fazer uma compilação desses “posts”, imprimir e enviar para essa profissional. Essa carta pode se tornar um meio legítimo e apropriado tanto para protesto quanto para servir como um meio de tomada de consciência dessa profissional – isso se ela já não for consciente do grande erro que comete cotidianamente.

  10. Vovó Dilza says:

    Olá Milinha, vamos sim continuar de mãos dadas não deixando brecha para essas atitudes tão agressivas se mantenham. A profissional foi infeliz em nao saber usar as PALAVRAS CERTAS. Existe uma falha enorme no desrespeito à acessibilidade mas com certeza logo logo estaremos mais fortalecidos e respeitados com a sensibilidade do ser humano!!!

  11. Vanessa says:

    Fico muito enfurecida com uma situacao destas. Queria mesmo era ver a filha dessa animal (porque de humana ela nao tem em nada!) numa situacao parecida e ela explicar pra filha dela que vai ter q dormir da porta de casa pra fora porque o degrauzinho da casa nao permite o acesso para dentro da casa. Ela poderia sofrer uma representacao pela Ordem da sua categoria, talvez nao pela falta de acesso mas sim pela sua atitude e falta de interesse no servico que ela vem a prestar para a comunidade. Se trate de uma situacao muito seria. Precisando de algo, Aline, me avisa.

    Desejo tudo de bom pra Camilinha e se surgiu essa situacao eh porque nao era pra ela ter ido mesmo. Imagina o quanto poderia ter sido ruim se ela tivesse ido.

    Beijo grande!

  12. Vanessa says:

    Poxa!!!

    Não sei se fico triste ou com raiva!
    Denuncia…

    E que você encontre um ser humano, humano, da próxima vez.

    Beijos e beijos!!!

  13. Docinho says:

    É realmente um ABSURDO!!!!
    Trabalhar na área de sáude é se dedicar ao próximo, por bem ao próximo.
    Se Milinha não pode ir até ela, por amor a profissão e respeito ao juramento que ela fez, ela teria que vim até Milinha ou arranjar uma outra forma para poder atendé-la.
    E pq… Como vc conseguiu chegar até mim???? Ela é uma profissional ou uma traficante que pra chegar até ela tem que ser indicada por alguém de confiança?????

    A pergunta que não quer calar é: JÁ DENUNCIOU???? PQ SE NÃO, NÃO PERCA MAIS TEMPO.

    Bjinhos para vc, Milinha e Davih

  14. Bela says:

    Olá!
    Que triste isto :(
    O que importa é que a luta vem e estamos forte e preparados para enfrentar.
    A um mês atrás Alecsia passou por um preconceito no Sarah (acredita?).
    Mas hoje esta tudo sobre controle. Graças a Deus!
    Aline querida, o que me deixa feliz é ver você sempre lutando por Milinha.
    Que Deus continue te abençoando querida.
    Kiss.

  15. Simone says:

    Oi Camilinha, tá na cara que essa “dita” não serve para você.
    Com certeza Deus irá colocar uma ótima profissional na sua vida.
    Bjs

  16. Sintia says:

    Olá queridas… fiquei muito triste e preocupada com o q aconteceu. Uma infelicidade ver que ainda há tantos profissionais que lidam com saúde mental mas que se comportam como essa senhora. Ela merece uma denúncia, pq pela forma como se comportou, percebe-se q é egoísta e vazia, desprovida de humanismo e boa educação… deveria se desculpar por não ter se dado conta das limitações do próprio consultório e sido mais gentil.
    Vc tem todo o direito de estar indignada, mas não se revolte… tenha compaixão dessa criatura, pq ela perdeu uma ótima oportunidade de conhecer nossa princesa. Fora isso, veja pelo lado positivo… vc descobriu, logo de primeira, como é limitada essa “profissional”, imagina o prejuízo que causaria a vcs, levando Camila pra se consultar com ela, iria fazer uma lobotomia na menina. Uma pena tanta gente se fechar para a diferença, para o novo, para o que as vezes dá um pouquinho mais de trabalho, não é mesmo? As pessoas que precisam de mais atenção, quase sempre são tratadas como um peso imenso… no caso da gurizada, um pouquinho a mais de “sapequice” já é uma hiperatividade que deve ser tratada com medicamentos pesados… uma limitação física ainda é vista como um bicho de sete cabeças…
    Boa sorte na busca por um profissional comprometido com a humanidade. Bjos!

  17. Josi says:

    OIII…
    Isso é revoltante.
    Nem tenho palavras pra expressar minha revolta.
    Mas tem um Deus que é maravilho,e que jamais deixaria pessoas como essa entrar na vida de vcs.
    Camila é muito especial e não merecia cair nas mãos dessa pessoa que se diz psicológa.
    A justiça de Deus nunca falha, acredita nisso.
    É isso aí Aline, continua na batalha minha amiga.
    Camilinha a tia e Sthefanny, estamos com saudades.
    Grande beijoooosss….

  18. Marcela says:

    É uma pena que no Brasil a ignorância dos que deveriam trabalhar em prol da nossa saúde, faz com que sejamos prejudicados de alguma forma…

    Um absurdo. Mas acredito que essa psicóloga não honra o título que tem.

  19. Márcia Belo says:

    o bomde tudo é ter a familia que vc tem e que luta pelos seus direitos.
    desejo boa srte na vida e nas lutas

  20. Monique says:

    A acessibilidade de pessoas com necessidades especiais no nosso país é algo que precisa REALMENTE ser revisto e muito discutido,esse tipo de situação é vista todos os dias, na falta de adaptação de diversos estabelecimentos a cadeirantes, como é o caso de Camilinha..Absurdo maior é isso ser visto entre os profissionais da área de SAÚDE!Falta fiscalização, pra punir esses “profissionais” que montam seus consultórios sem uma estrutura mínima pra acolher essas pessoas e acambam lhes roubando o direito de ir e vir. Acho q qualquer manifestação nesse sentido é válida,no mínimo nos faz repensar muitas coisas, a mim por exemplo,que daqui a pouquinho saio da faculdade pra assumir uma postura como profissional de saúde, me fez parar pra refletir algumas coisas…Obrigada mais uma vez a Camilinha e família por mais essa iniciativa tão louvável,uma pena que tenha sido “forçados” por uma situação tão triste constrangedora..
    Contem comigo!
    Beijão a todos!!

  21. Elení says:

    Pelo que parece não é só o consultório dela que não tem estrutura ne?!…Grande bj Mila e boa sorte.

  22. André Luna says:

    Discussão interessante…dá pra se ver a heterogeneidade de opinições acerca do tema, e também mostra como é emergente a necessidade de discussões mais aprofundadas.

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