Fiquei banguelona. Aprendi “escrever”. Mudei de endereço. Viajei muito. Tive melhoras na bexiga , piora na escoliose e enrijecimento nas pernas. Não fiz fisioterapia. Voltei a terapia. Nasceram dentões. Somei outras especialidades médicas. Troquei mais uma vez os óculos. Devagarzinho retomando uma vida social com festinhas e passeios. Cresci bastante, fiquei morena com cabelos grandes e loiros. Esse ano…
Cada caso é um caso e o da nossa Camila requer explicações ainda não encontradas:
Mesmo com muitas algumas limitações, vem desenvolvendo bem na escola.
Uma observação que chama muito atenção, como mãe e leiga no assunto é, de como é possível uma pessoa escrever FRUTA DO CONDE e não ler BANANA ou escrever FREDERICO e não ler ANA.
Os médicos dizem que faz parte das limitações mesmo. Mas continuamos na busca de uma resposta mais concreta e que explique. É realmente estranho!
Fizemos um passeio com o grupo da escola Opção Criativa ao horto florestal de Camaçari, para uma aula prática.
Pudemos conhecer muitas espécies, como são cultivas e reproduzidas.
O objetivo principal do passeio foi conhecer a Árvore Camaçari = Árvore que chora. Mas, infelizmente além de não encontrarmos nenhum exemplar, no horto ainda vimos um canteiro enorme (fo abixo) de mudas mortas. Triste!
E ainda colocamos a mão na massa, quer dizer, na terra.
As pessoas são diferentes umas das outras. Tem gente que anda com os pés, tem gente que anda sobre rodas; Tem gente que vê o mundo com os olhos, e outros com o cheiro, o toque; Somos baixos, altos, temos muitas cores. As línguas e os sotaques são os mais diversos e os sonhos e desejos são igualmente múltiplos.
Conviver com as diferenças possibilita uma troca de conhecimentos enriquecedora, e é o primeiro passo para se aprender a valorizá-las e respeitá-las.
Carol é uma figura, faz capoeira junto com meu irmão Davih e vamos juntas no transporte escolar.
Escolher um par de sapatos nem sempre é tão simples assim.
Camilinha desde ainda bebê, ja tinha dificuldades em encontrar sapatinhos que lhe caíssem bem. Os pés bem pequenos e gorduchos com dedinhos curtos, sempre aperta em cima. Ainda que sem sensibilidade nos pés, não lhe ficavam bem..
A vovó Dilza fica triste ao ver os modelitos cada dia mais ousados….Até que encontramos essa, que apesar de ser de tirinhas como muitas outras, lhe cairam como luva, podendo entrar esse pézinho fofo.
Tem uma nova especialidade me acompanhando agora. É o endócrinologista Dr. Crésio e adivinha… Um médico cadeirante!
Fui fazer uma avaliação hormonal, mas felizmente, os exames deram NORMAIS.
Estamos retomando as revisões, e teremos novidades mais frequentes agora.
Estamos morando com a vovó Dilza agora, em arembepe litoral de Camaçari, média de 28 km da sede onde sempre moramos, respirando ar puro e sendo muito paparicados pela avó, sabem como é né…
Estamos nos adptando a uma nova rotina diária, acordando bem cedinho pra ir a escola que fica uns 40 min de casa, almoçando mais tarde que de costume, dormindo bem mais cedo. Mas no final de semana certamente teremos recompensas. Quando as chuvas passarem, praia, praia e PRAIA.
Por enquanto é só, enquantos nos acostumamos .